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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

TRANSTORNO DISTÍMICO

A distimia é um dos transtornos do humor mais comuns. Estima-se que esse distúrbio acometa entre 3% a 5% da população geral, afetando igualmente homens e mulheres. Muitas pessoas portadoras dessa doença não sabem que têm tal problema. Eles acreditam que os sintomas de pessimismo, negativismo, tristeza e baixo nível de energia são componentes normais de sua personalidade.

Os principais sintomas da distimia são: humor deprimido; sensação de desamparo; dificuldade de concentração e de tomada de decisões; baixa estima, baixo nível de energia, fadiga, problemas de sono e alterações do apetite.

Existem outras doenças concomitantes, que possam ser a causa dos sintomas. O problema é definir se a doença orgânica está causando diretamente a depressão, ou se está apenas criando um estresse psicológico crônico, que seria o responsável pelo desenvolvimento dos sintomas depressivos.

Alguns estudos mais recentes mostram que a prática regular de atividade física pode ter um impacto positivo importante no combate à depressão. Além disso, o efeito da atividade física se soma ao do antidepressivo, potencializando o tratamento. Assim, é recomendável a prática de exercício físico regularmente, como parte integrante do tratamento dos pacientes com distimia.


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terça-feira, 28 de setembro de 2010

TERAPIA PÓS ABORTO

Se a mulher tomou a decisão de fazer o aborto, irá fazê-lo, independente do que os outros pensem. Ela precisa admitir o fato e aprender a lidar com a culpa que sente. O propósito da ajuda, por meio da psicoterapia é superar os efeitos adversos da culpa não admitida. A mulher poderá, com o passar do tempo, a diminuí-la, embora jamais esquecerá do fato ao longo de sua vida.

O aborto é proibido no Brasil, por isso é realizado em condições precárias, em clinicas clandestinas, com pessoas despreparadas e com o uso de equipamentos sem a devida esterilização. Segundo os últimos dados da Organização Mundial de Saúde, publicados em abril deste ano, dos 87 milhões de casos de gravidez planejada ou indesejada que ocorrem anualmente no mundo, mais da metade recorrem ao aborto induzido.

A OMS ainda aponta que, 18 milhões dessas mulheres o fazem sem segurança alguma. Para concluir os alarmantes números, 68 mil morrem em conseqüência dessa atitude. No Brasil, 31% dos casos de gravidez terminam com o aborto. Os motivos que levam a cometerem o aborto são os mesmos de sempre. A decisão é sempre justificada por achar que aquilo, é o melhor para o momento. Outras, ainda alegam que não desejam ou não podem ter a criança, pela precariedade de sua situação pessoal ou de condição de vida. O fato é que as mulheres que o fazem sentem uma grande tristeza, culpa e, principalmente, remorso. Geralmente, a mulher se sente dessa forma porque “destruiu” seu próprio filho e foi contra seu instinto maternal. Mas ela precisa admitir o fato e aprender a lidar com a culpa que sente.

O aborto é um procedimento negativo, um ato agressivo com reações que fazem ser mais difícil de avaliar e caracterizar o problema. Assim, os efeitos não só terão repercussões continuas na vida da mulher, como atingirão a vida de cada indivíduo à sua volta. É nesse sentido que a mulher se torna sua própria vitima, surgindo impactos significantes em sua personalidade.

Acompanhado por muito sofrimento, o aborto nunca é uma decisão fácil, mas mesmo assim muitas mulheres, em sua maioria adolescentes, optam por fazê-lo. Não esperando ou planejando a gravidez, elas possuem o desejo de ter a criança, só que por pressão de seus pais ou por parte do pai da criança, que em muitas das vezes também é jovem, despreparado e inesperiente para tal responsabilidade, praticam o ato abortivo.

O que acontece é que algumas mulheres reprimem a culpa que sentem, para evitar o sofrimento, podendo vir à tona mais tarde em forma de doenças. Além dos danos físicos, surgem traumas psicológicos como queda da auto-estima pela destruição do próprio filho, hostilidade ao marido ou amante e neuroses. Ainda pode ocorrer, insônia, depressões e perda do desejo sexual.

Por Estevan Matheus, psicoterapeuta
www.estevanmatheus.com.br
e-mail: esvero@uol.com.br
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ESTRESSE E ANSIEDADE PODEM ENGORDAR

Descubra por que o estresse e a ansiedade ajudam a engordar e saiba reconhecer os sinais de obesidade provocados pelo nervoso.

Há dias em que o mundo parece que vai desabar na nossa cabeça. Então, precisamos comer um chocolate, como se o nervoso fosse passar com o doce.

Mas cuidado. Segundo uma pesquisa da Austrália, as mulheres estão engordando por causa do estresse. Anete Hannud Abdo, endocrinologista do Programa de Atendimento ao Obeso, do Hospital das Clínicas de São Paulo, afirma que o estressado pode engordar mesmo de boca fechada.

"A tensão contínua faz o organismo liberar mais adrenalina e cortisona, dois hormônios responsáveis pela obesidade", diz. Em alguns casos, a médica recomenda buscar ajuda psicológica para mudar essa situação.

Por que comemos mais quando estamos tensos?

O estresse faz com que o cérebro receba uma mensagem de ameaça. Por isso, aumenta a produção dos hormônios adrenalina e cortisona, que diminuem a queima de calorias. O cortisol desregula o controle de apetite e acelera a multiplicação das células de gordura! Quando a ameaça acaba, nosso corpo pede uma "recompensa". Aí, pra piorar, entra em cena o chocolate, o sorvete...

O estresse engorda você?

3 estratégias para vencer o estresse que engorda

1. Coma devagar e mastigue bem a comida antes de engolir. A pressa pode até transformar seu estresse em gastrite. Olha o perigo!

2. Se você acha que não está dando conta da pressão e desconta na comida, procure apoio psicológico. "Terapia e até antidepressivos moderados podem ajudar", diz Anete.

3. Faça atividades diferentes. Troque a TV e as guloseimas por uma caminhada.

Sinais de alerta

Segundo especialistas do Instituto de Endocrinologia e Diabetes do Rio de Janeiro, os sintomas abaixo são característicos da obesidade provocada por estresse:

- Gordura mais concentrada na região do abdome, coxas e braços.

- Depressão.

- Fome compulsiva à noite.

- Aumento de peso resultante de algum trauma, como separação, morte de parente próximo, desemprego.

Fonte: Mdemulher
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